Dicas2020-01-17T18:29:54+00:00

DICAS

  • A segurança do motociclista depende de uma série de fatores, entre eles e talvez a mais importante está nas condições dos pneus. Um pneu careca, além de ser ilegal pode ocasionar em graves acidentes nas pistas, principalmente nos dias de chuva, e comprometer a vida de outros pilotos. Por isso, é preciso manter os pneus em bom estado para prevenir acidentes e evitar multas.

Na hora de trocar os pneus utilize aquele indicado de acordo com as especificações do fabricante, um dos maiores erros é usar pneus diferentes daqueles indicados para a sua moto. São muitos os modelos de pneus para motos no mercado, mas procure sempre os que oferecem maior qualidade.

Em todos os tipos de pneus existe a marca TWI, que é um indicador de desgaste do pneu e que precisa ser verificado com certa frequência. Mas, antes de chegar ao desgaste, com algumas atitudes é possível preservar a vida útil dos pneus. Confira algumas dicas abaixo.

  • 1 – Mantenha os pneus sempre calibrados com as especificações do fabricante. Não esqueça de regular a pressão de acordo com as situações como: carona na garupa, carga ou apenas o condutor.

    2 – Cuidado com as altas velocidades, principalmente nas curvas, acaba forçando o arrasto dos pneus que ocasiona em maior desgaste. Além de dirigir em alta velocidade provoca um superaquecimento que gera o desgaste da banda de rodagem.

    4 – Na hora de trocar os pneus evite que a troca seja feita por borracheiros não habilitados. Certifique-se de que ele obtenha os equipamentos corretos e prefira que os pneus sejam montados por máquinas.

    5 – Mantenha o alinhamento correto para que a roda esteja sempre no alinhamento certo com o piso.

    6 – Não utilize pneus recauchutados ou com qualquer tipo de reforma, além dos riscos é proibido por lei.

    7 – Nunca utilize pneus ou aros que não estejam de acordo com as especificações do fabricante, isso pode comprometer todo o desempenho da moto.

O que considerar na escolha do pneu para carros de passeio?

Muitas vezes, o preço acaba sendo o maior balizador das pessoas no momento em que vão trocar os pneus do carro. Claro que deve ser levado em consideração, mas há fatores importantes que ajudam a garantir mais segurança, conforto e preservação das peças do seu veículo. Veja alguns deles!

Maciez e conforto

Escolher pneus com perfil mais baixo para dar aquele ar esportivo ao seu carro nem sempre é a melhor ideia, em especial se você passa por ruas e avenidas esburacadas ou com paralelepípedos — muito comuns na maioria das cidades brasileiras. O problema é que eles têm a camada de ar mais fina e isso faz com que o atrito seja maior.

Durabilidade

Aqui, você vai ver uma linguagem um pouco mais técnica, mas que vai ajudar a decidir na hora de verificar as especificações do pneu que pretende comprar. Aqueles que compõem a categoria highway terrain (HT) e os de passeio duram mais do que os chamados mud terrain (MT) e os de alto desempenho.

Aliado a isso, é bom checar a composição da borracha. As mais macias, por exemplo, costumam durar menos.

Pneus para chuva

Se você pensa que só os pilotos de corrida preocupam-se com os pneus apropriados para uso na chuva, está enganado. Principalmente para as pessoas que vivem em locais onde a umidade é mais elevada, vale a pena procurar pneus que tenham desenho da banda de rodagem. Esse modelo favorece a dispersão da água, impedindo o que conhecemos como aquaplanagem.

Como identificar o pneu mais adequado para seu carro?

Agora que você sabe o que deve considerar na hora de escolher o pneu, é importante saber também como identificar aquele que seja perfeito para seu veículo. Confira!

1. Entenda os códigos e etiquetas de identificação

Na hora de escolher o pneu, você viu várias letras e números na lateral e não entendeu nada? Não se preocupe, vamos explicar o significado das principais, que ajudarão você a traduzir melhor o tópico anterior. Usaremos como exemplo as seguintes marcações:

  • P175/70R13 92H;
  • Traction AA.

1.1. Medidas, tipo de construção e veículo

O primeiro conjunto de letras e números mostra quais são as medidas, a forma de construção e para qual tipo de carro o pneu foi desenvolvido. A leitura desses valores é feita da seguinte forma:

  • P: indicado para veículos de passeio;
  • 175: largura, em milímetros;
  • 70: altura da lateral, sendo 70% do tamanho da largura, ou seja, 122,5 mm;
  • R: mostra que o pneu é radial;
  • 13: indica o tamanho da roda que deve ser usada.

1.2. Índice de carga

Esse item indica o peso máximo suportado por cada pneu, usando a calibragem ideal. Ele vem marcado logo após as indicações das medidas. Em nosso exemplo, esse valor é 92. Porém, esse número não quer dizer que ele aguente 92 kg. Uma tabela deve ser consultada. Para esse modelo, o peso máximo suportado é de 630 kg cada.

1.3. Índice de velocidade

Pode ser encontrado logo após o índice de carga. Mostra qual a velocidade máxima que o pneu suporta. Para o exemplo que usamos, ela é representada pela letra “H”, indicando uma velocidade máxima de 210 km/h.

Os modelos mais comuns encontrados são:

  • Q: até 160 km/h;
  • R: até 170 km/h;
  • S: até 180 km/h;
  • T: até 190 km/h;
  • H: até 210 km/h;
  • V: até 240 km/h.

1.4. Treadwear

Com valores entre 60 e 700, esse número indica a durabilidade de um pneu. Quanto maior esse valor, mais resistência ele terá. Porém, vale lembrar que o desgaste também depende de outros componentes do veículo, portanto, um Treadwear 200 pode durar mais que um de valor 300, dependendo das condições, por exemplo, dos amortecedores.

Durar mais não quer dizer melhor opção. Pneus mais macios se desgastam mais rápido, porém, geram mais aderência, sendo melhores em curvas e frenagens. Normalmente, quanto maior o treadwear, mais dura será a borracha da banda de rodagem.

1.5. Etiqueta padrão “UE”

A partir de abril de 2018, todos os pneus comercializados no Brasil deverão vir com a etiqueta padrão “UE”, facilitando a leitura dos seus tipos e indicando quais são as suas principais características. Essa etiqueta, já usada na Europa, vem com informações sobre sua eficiência quanto ao consumo de combustível, aderência em piso molhado e geração de ruídos.

2. Procure informações no manual do fabricante do veículo

Sempre procure informações no manual do seu carro. Ele vai indicar as principais características do pneu correto para seu veículo, como largura, tamanho e pressão ideal. Não seguir as especificações do fabricante pode causar sérios danos à suspensão e ao sistema de direção, além de aumentar o risco de acidentes.

Esses componentes foram projetados para aguentar determinadas forças e, usando pneus incorretos, elas podem ultrapassar os limites testados pelo fabricante, causando desgaste e possivelmente a quebra.

3. Identifique o tipo de carro que você tem

Cada carro possui um pneu ideal e saber identificar qual tipo de veículo você tem é muito importante. Como você já aprendeu a reconhecer as letras gravadas na lateral sabe que, para carros de passeio, o recomendado é aquele que tenha a inscrição “P”. Se não for o seu caso, existem alguns outros modelos, sendo esses:

  • LT: indicado para caminhões leves e alguns tipos de SUVs maiores;
  • ST: recomendados para reboques e motor-homes;
  • C: usados em caminhões, vans e pick-ups de maior porte.

4. Verifique os locais onde o veículo é mais usado

Os locais onde você usa o seu carro também são importantes para a escolha correta do pneu. Ao usá-lo em ambientes urbanos, a velocidade atingida tende a ser menor, portanto, o índice de velocidade pode ser baixo, como o indicado pela letra “Q”, até 160 km/h. Se o veículo for usado em viagens ou grandes percursos, onde a velocidade pode ser maior, é recomendado o uso das categorias “S” ou “T”.

Fique atento também ao tipo de terreno onde você trafega. Existem pneus que são mais indicados para asfalto ou terra e outros que funcionam bem nos dois terrenos. Lembre-se também que, um valor treadwear mais alto indica uma durabilidade maior, mas não é recomendado em terrenos de terra por causa da sua menor aderência.

5. Determine a banda de rodagem

O terreno por onde você anda com seu carro é determinante para definir a banda de rodagem e a largura do pneu. Os desenhos ou sulcos são responsáveis por escoar a água. A banda de rodagem simétrica, ou seja, com sulcos iguais em ambos os lados, é recomendada para uso urbano, sendo essa uma das mais comuns em carros de passeio.

As assimétricas possuem diferenças entre o lado esquerdo e direito. Isso aumenta o escoamento da água, garantindo mais estabilidade em curvas, além de melhorar o desempenho nas frenagens com terreno molhado. Em pneus off road, além dos sulcos, que nesse caso, servem para eliminar a lama e outros detritos, são usados blocos de borracha, trazendo mais tração.

6. Não exagere na largura

A largura do pneu, assim como os desenhos dos sulcos, afeta a tração e desempenho do carro em frenagens. Aumentando essa medida, o contato do veículo com o solo será melhor e, por consequência, sua estabilidade em curvas também vai melhorar. Mas fique esperto! Isso aumenta o consumo de combustível e causa mais estresse aos componentes da suspensão e da direção.

7. Fique atento ao peso máximo suportado pelos pneus

Essa dica vale principalmente para pick-ups, SUVs, pequenos caminhões e vans. Lembra que falamos sobre o índice de carga? Se você costuma transportar cargas ou lotar o carro de gente, procure pneus com um índice maior. Trafegar acima desse limite pode causar graves acidentes.

8. Veja a procedência e não compre recauchutados

Tente não comprar os chamados recauchutados ou aqueles de marcas que você nunca ouviu falar.

Por mais bonitos que eles estejam por fora, por dentro podem estar um caos. Além disso, o material usado pode não ser de boa qualidade e o barato acabaria saindo bem caro.

Qual a importância da manutenção dos pneus?

Com essas dicas, você certamente saberá como escolher o pneu ideal para seu veículo. Mas para mantê-los funcionando, alguns cuidados são necessários. Veja mais!

Calibragem

A calibragem feita de forma adequada tem influência direta na segurança e no desempenho do veículo. O procedimento ajuda a tornar a vida útil dos pneus maior, reduzindo a necessidade de fazer trocas. Mas você sabe qual a periodicidade correta para que ela seja feita?

O ideal é não esperar para calibrar os pneus apenas quando percebe que eles estão baixos ou quando a direção começa a ficar mais dura. O manual de fabricação do seu veículo tem todas as informações necessárias para que você deixe os pneus calibrados, tanto a respeito da periodicidade quanto sobre a quantidade ideal de PSI (libra por polegada quadrada).

Normalmente, é recomendável que você pare no posto de combustíveis para calibrar os pneus a cada 15 dias, pelo menos. Mas se verificar que ele está murchando mais rápido, o melhor é consultar um profissional e, provavelmente, comprar um novo.

Vale lembrar que a calibragem deve ser feita quando os pneus estiverem frios. Ou seja, depois que o veículo estiver parado por pelo menos uma hora e sem que ele tenha rodado mais do que três quilômetros, de preferência em velocidade mais baixa. Por fim, verifique o posto escolhido se os manômetros têm certificação de qualidade aferida.

Veja agora mais vantagens de manter os pneus do automóvel com a calibragem em dia!

Economia

O consumo de combustível de um carro com os pneus murchos pode ser pelo menos 2% maior do que nos veículos de proprietários que têm o hábito de manter os pneus calibrados. Isso ocorre porque a energia mecânica do motor é menos consumida nesse caso.

Segurança

Quando o assunto é segurança — e esse é o principal tema a ser levado em consideração —, ter os pneus do seu veículo calibrados de acordo com as especificações do manual de fábrica reduz as chances de perder a estabilidade. Isso é ainda mais importante nas curvas.

Além disso, a possibilidade de haver rachaduras nos pneus ou que eles estourem é menor quando eles estão mais firmes.

Revisão na suspensão e no sistema de direção

É preciso ter atenção em alguns detalhes importantes. Problemas em componentes da suspensão e direção podem reduzir muito a vida útil de um pneu, independentemente de ser o modelo certo ou não. Uma boa revisão evita dor de cabeça e dinheiro jogado fora.

Se os amortecedores estiverem com defeito, podem causar alguns tipos de desgastes. Isso porque o contato dos pneus com o solo não ocorre da forma ideal. Há jogos que são comprados recentemente e logo começam a mostrar aquelas partes com aspecto de “comidas”. É bem provável que a culpa disso seja dos amortecedores.

Terminais com defeito, folgas na direção e alinhamento ruim também são grandes vilões quando o assunto é desgaste dos pneus.

Com essas dicas, você vai saber qual o melhor pneu para carros de passeio. Confira se ele tem o selo de qualidade do Inmetro, que garante um produto de boa procedência. Fazendo isso, você evita muitas dores de cabeça. Não coloque a sua vida em risco!

A manutenção dos pneus agrícolas pode ocorrer de duas formas: de modo preventivo ou corretivo. É certo que quando o produtor rural se antecede a possíveis problemas, os custos da operação podem ser bem menores — e os danos causados à lavoura também. Na realidade, alguns cuidados são muito simples e exigem apenas alguns minutos de atenção.

Dedicamos este artigo para apresentar 6 dicas indispensáveis para garantir o prolongamento da vida útil dos pneus agrícolas, ações que também vão gerar resultados positivos para outros componentes da máquina. Veja só!

1. Faça a calibragem conforme as orientações do fabricante

É fundamental que a calibragem do pneu seja feita conforme as recomendações do fabricante. Isso é importante para que os veículos agrícolas façam menor pressão sobre o solo, para não compactá-lo.

Se a pressão ficar abaixo da indicada, o pneu ficará deformado, fora do footprint (pegada do pneu no solo). As bandas vão se desgastar rapidamente e de forma irregular, perdendo parte da capacidade de tração. Além disso, é possível que ocorra o chamado rim slip (quando o pneu corre no aro). O resultado é que a borracha fica mais flexionada, aumentando sua temperatura e prejudicando seus elementos de composição.

Por outro lado, se a pressão ficar muito alta, também há o problema do footprint. No entanto, nesse caso, o pneu vai ficar oval, destacando o centro da rodagem. Como o contato com o solo vai ser menor, a força de tração vai ficar reduzida. O desgaste vai ser mais rápido e irregular exatamente da linha do centro do pneu.

A correta pressão de inflação, por sua vez, vai garantir um desempenho melhor do trator agrícola, prolongar a vida útil da peça, apresentar uma tração adequada e a carga será mais bem distribuída.

2. Monitore a pressão interna dos pneus

Após a calibragem inicial, é necessário controlar a pressão semanalmente. Usando um medidor de pressão, esse procedimento se torna fácil para o produtor rural. Se possível, faça a verificação sempre antes de iniciar as operações do campo. Isso vai contribuir para o melhor desempenho da máquina.

3. Calcule o índice de patinagem

A patinagem do pneu é importante para reduzir o esforço no eixo, tornar a operação mais branda para os componentes e aumentar a durabilidade dos materiais. O problema no excesso de patinagem, porém, é que ele retira a força de tração da máquina, contribui para o aumento no consumo de combustível, reduz o rendimento e desgasta os pneus e outros componentes mecânicos. Esse índice pode estar relacionado tanto à distribuição irregular de peso quanto à má calibração do pneu.

Para avaliar se o índice de patinagem do pneu está correto, costuma-se monitorar as marcas do pneu no solo:

  • marcas indefinidas: indicam um alto índice de patinagem, tornando necessário aumentar a lastração;
  • marcas evidentemente definidas: indicam baixa patinagem, exigindo a redução do peso de carga.

Para saber o índice correto, é preciso fazer um teste prático. O procedimento é simples:

  • faça uma marca na lateral de um dos pneus traseiros, apenas para servir como ponto de referência para medir o número de voltas completas;
  • marque com uma estaca o ponto inicial e, com o implemento levantado (ou sem implemento), movimente o veículo até que o pneu atinja 10 giros completos, marcando com outra estaca o ponto final onde ficou a referência marcada no pneu;
  • agora, com o implemento abaixado, faça o mesmo trajeto entre as estacas, contando o número de giros do pneu (considere a fração do pneu ao parar acima da marca final).

Por exemplo, se o pneu deu 13 voltas e meia para completar o trajeto, basta aplicar a regra de 3. Então, a conta seria assim: 13,5 – 10 = 3,5; 3,5 x 100 / 10 = 35%.

Nesse caso, o índice de patinagem seria de 35%, um percentual bem excessivo — o ideal é ficar abaixo de 13%. Vale, então, considerar o lastreamento do veículo e regular a pressão interna do pneu. Você pode conferir no manual do fabricante do trator os índices aceitáveis de patinagem, de acordo com o tipo do solo.

4. Avalie se está na hora da troca

Independentemente da frequência e do tipo de manutenção preventiva realizada, uma hora será necessário trocar o pneu, pois ele tem uma vida útil limitada. Fatores como tipo de cultura, porte da máquina e região também interferem na durabilidade da peça. Você pode perceber que está na hora de trocar os pneus agrícolas de duas maneiras:

  • avaliação visual: observe se as barras de tração estão desgastadas (uma redução maior do que ¼ em relação a pneu novo já pode evidenciar a necessidade de troca);
  • comportamento do veículo: redução na capacidade de tração pode ser um indício de que a peça já chegou ao limite.

5. Cuide do local de armazenagem

Cuidados com o armazenamento também fazem parte da manutenção dos pneus agrícolas. Não é bom que eles sejam armazenados já montados. Mas se isso for necessário devido a algumas necessidades específicas da propriedade, é importante seguir algumas recomendações:

  • não deixe o pneu em contato com água, graxa ou óleos;
  • não o deixe próximo a motores elétricos (eles liberam ozônio, gás prejudicial ao material do pneu).

6. Conte com especialistas para serviços de montagem, desmontagem e reparação

O procedimento mecânico para trocar pneus agrícolas é semelhante ao de veículos de passageiros. Na forma manual, porém, grandes equipamentos são necessários para a operação. Trata-se de um procedimento perigoso, exigindo que somente mão de obra especializada realize o serviço.

Isso vai garantir que os pneus sejam instalados da forma correta, além de assegurar a proteção de todos os envolvidos, uma vez que é necessário usar EPIs para a operação, como óculos de segurança.

No geral, os pneus têm a mesma composição. São formados por um tubo circular de borracha e malhas de fibras de aço, algodão, entre outros materiais. A questão é que os pneus de tratores agrícolas têm um trabalho mais duro do que o de veículos que rodam no asfalto. Afinal, eles encaram todas as etapas da produção e suportam todo o peso da máquina.

Espera-se que os pneus possam contribuir também para dar maior força de tração ao trator, além de reduzir o consumo de combustível. Assim, a manutenção dos pneus agrícolas também é fundamental para garantir a qualidade da operação, a preservação do solo e evitar perdas por amassamento.

Os Pneus de bicicleta são fundamentais para o rendimento de qualquer ciclista, eles são o ponto de contato de qualquer bicicleta com o solo e um importante item de segurança e desempenho.

Para que o bom desempenho ocorra é fundamental ter conhecimento dos tipos de pneus existentes para que saber qual pneu é o mais adequado ao percurso, uso ou tipo de trilha a ser enfrentada.

No mercado existe uma grande variedade de modelos, tamanhos, cores, marcas, materiais, etc…
Por este motivo, saber qual a finalidade de uso adequado de cada pneu, faz toda diferença na performance do ciclista.

É com base na modalidade a ser praticada ou tipo de terreno a ser enfrentado que se deve fazer a escolha ideal do pneu.

Sabendo disso, mostraremos as informações mais relevantes sobre os pneus com objetivo de instruir os ciclistas a efetuar a melhor escolha e consequentemente ter um aproveitamento e eficiência maior durante as pedaladas.

Com isso, você investirá seu dinheiro de forma inteligente e utilizará o pneu mais adequado a cada ocasião, garantindo performance e segurança durante o pedal.

Diâmetro

É fundamental que o ciclista tenha conhecimento do diâmetro de roda/pneu correto de sua bike.

Comprar pneu de um diâmetro errado certamente não servirá e não terá utilidade para a bicicleta.

Para que se tenha certeza do diâmetro, é preciso que o ciclista se certifique do tamanho exato do pneu.

Isso pode ser feito, analisando a lateral do pneu atual, onde se encontra gravado uma junção de números, normalmente dois ou três relacionado ao tamanho do pneu.

A primeira sequencia de número se refere à dimensão e a segunda, a largura.
Pode haver também outras numerações, como 700C, que se diz a qual uso tem-se o pneu, que são designados aos ciclistas que praticam Speed.

Aros 26”, 27,5” e 29” são encontrados em bikes da modalidade MTB (Mountain Bike) e também Urbanas são mais comuns de serem adotadas por grande parte dos ciclistas.

Aros 20 e 24 são utilizadas em bicicletas do tipo BMX, mas também existem bicicletas aro 20 dobráveis e infanto juvenis.

Resumindo, é fundamental que o ciclista já saiba o tamanho de roda ideal para sua bicicleta, pois é esta informação que irá orientar a compra de um pneu novo.

Largura

A largura pode variar entre um mesmo modelo de bike, este item fica a critério do ciclista fazer a escolha da largura do pneu.

A largura do pneu de uma bicicleta vai depender do uso e da necessidade que o ciclista possui durante suas atividades.

Também podem possuir frisos para escoamento de água.

Ou seja, cada pneu tem sua funcionalidade e tecnologia.

O objetivo da banda de rodagem de um pneu de bicicleta é garantir tração, evitar derrapagens em curvas e proporcionar melhor desempenho para ao tipo de solo do qual foi projetado.

Por isso, a escolha da banda de rodagem correta é assunto importantíssimo na performance e segurança do ciclista.

Tipos de pneus

Existe um tipo de pneu para cada tipo de utilização ou aplicação. Seja para asfalto, trilhas com obstáculos, trilhas de terra batida, seca, molhada com barro ou downhill.

A seguir, vamos falar sobre estes tipos de pneus para bike

Slick

Os pneus de bicicleta slick são mais lisos e se adequam e possuem melhor desempenho no asfalto.

São ideais para ciclistas que pedalam nas cidades e ciclovias de asfalto.

Os pneus slick oferecem velocidades mais altas por possuírem poucos relevos e desenhos na superfície do pneu.

Mas por outro lado, estes pneus por serem lisos oferecem menor aderência, é comum que tenham alguns sulcos na superfície do pneu, que auxiliam na vazão de água, evitando assim escorregamentos quando em condições de chuva.

Semi Slick

Este tipo de pneu é indicado tanto para asfalto quanto trilhas de terra seca batida, por isso, servem tanto para utilização na cidade quanto terra ou areia seca.

Este modelo de pneu contém cravos muito baixos ou desenhos que oferecem aderência e melhor contato com os tipos de solos ao qual são indicados.

Muitos pneus deste tipo podem ser largos e grossos visando oferecer melhor desempenho em situações de chuva, fazendo com que o ciclista tenha melhor controle da bike nessas condições, pois o piso molhado diminui a aderência.

Pneus mais largos proporcionam maior firmeza contra as irregularidades do solo, diminuindo a probabilidade que o ciclista escorregue ou caia diante de alguma instabilidade.

Cross-country ou XC

São pneus indicados para trilhas com obstáculos praticado com longos percursos, e em terrenos acidentados, com montanhas, trilhas e rochas, dando uma dificuldade extra aos praticantes.

Este tipo de pneu possui cravos mais altos e próximos indicados para maior aderência contra algumas irregularidades do solo.

Mud

Este tipo de pneu é indicado para trilhas molhadas com barro.

Estes pneus possuem cravos altos mais espaçados entre si e são próprios para terrenos lamacentos.

O espaçamento entre os cravos é uma característica importante, pois quanto maior a distância entre eles, menos lama vai se acumular.

Downhill

Os pneus indicados para Downhill possuem maiores medidas e rigidez, bem como resistência.

Geralmente este tipo de pneu é de aro 26 e possui diâmetro interno do pneu tem aproximadamente 66 cm.
Os pneus de para downhill tem largura que varia entre 2.1 e 2.7 polegadas.

Mas cuidado na escolha, pois alguns quadros não suportam medidas superiores e o pneu pode raspar no quadro.
Por isso, deve-se ter conhecimento da medida compatível e suportada para sua bicicleta e garfo de suspensão.

Direção de Rotação

Existem pneus que podem ser utilizados tanto na frente quanto na traseira da bike, mas também existem modelos que são projetados para cada roda.

O pneu dianteiro demanda tração em curvas e freadas, enquanto o traseiro necessitam de tração nas arrancadas e não exige tanta aderência nas curvas.

Outro ponto que deve ser observado é o sentido em que o  pneu vai girar, normalmente existe uma seta na lateral dele apontando o sentido de rotação ao lado da palavra “rotation”.

Quando o pneu pode ser utilizado nas duas rodas, existem duas setas, uma acompanha a palavra “front” indicando o sentido de rotação para instalação na roda dianteira.
A outra seta com a palavra “rear” e indicando sentido de rotação para instalação na roda traseira.

Calibração dos pneus de uma bicicleta

A calibragem do pneu de bicicleta com a pressão ideal depende de diversos fatores, bem como do modelo de pneu utilizado.

A unidade de medida mais utilizada para calibragem de pressão dos pneus é o P.S.I. (Pound per Square Inch, ou  libra por polegada quadrada).
Além do PSI outra unidade de medida de pressão que pode vir escrita nos pneus é a BAR, medida usada para pressão atmosférica.
Um BAR é igual a 14,5 P.S.I., por este motivo deve-se ter cuidado ao encher pneus em postos de gasolina, muitos utilizam esta medida e se o ciclista não prestar a atenção a este detalhe, a câmara ou pneu pode estourar.
Em geral pneus de bicicleta para MTB (Mountain Bikes) utilizam pressão de 35 a 65 P.S.I.

Já as bicicletas de speed ou estrada, que tem pneus mais finos, podem utilizar de 80 a 120 P.S.I.

Na lateral do pneu também existem informações sobre a pressão minima e máxima que o pneu deve trabalhar.

A regulagem da pressão ideal vai depender de diversos fatores como: Utilização da bike, piso ou terreno, peso do ciclista, tipo de pneu e das condições atmosféricas.
Comparando MTB x Speed, vemos que pressão não é quantidade de ar, pois quanto mais fino é o pneu, maior é a pressão dele.

Em linhas gerais, quanto menos pressão nos pneus maior aderência e maior atrito e por outro lado quando maior a pressão dos pneus menor aderência e maior velocidade.

Outra dica é: ciclistas mais leves,pneus com pressão menor, enquanto ciclistas mais pesados, pneus com pressão maior.
A calibração perfeita dos pneus vai depender dos fatores ditos anteriormente e de testes que o ciclista deve fazer para encontrar a calibragem ideal.

Para isso é essencial é ter em casa uma boa bomba de chão , pé ou oficina de manômetro, para calibrar os pneus antes do pedal, pois com uma bomba de oficina/chão, o ciclista pode calibrar os pneus com menos esforço e mais rápido, além de que o manômetro permite saber qual a medida de pressão o pneu esta recebendo.

Tipos de Válvulas

Os tipos de válvulas mais comuns são do tipo Schrader (bico grosso) e do tipo Presta (bico fino).

As válvulas de bico grosso (Schrader), também conhecida como americana, foi inventada por um alemão, August Schrader, radicado nos Estados Unidos.
Este tipo de válvula é igual encontradas em pneu de carros e motos e por isso podem ser facilmente  enchidas e calibradas  em qualquer bomba de posto de gasolina.

Já as válvulas do tipo Presta são comuns em rodas de bicicletas Speed (Estrada) e em Mountain Bikes mais sofisticadas.

A válvula do tipo Presta retem a pressão por um tempo maior, mas requer bomba específica por causa do tipo de bico.

Para resolver este tipo de problema, existe um adaptador de válvula que é rosqueado na válvula presta e permite por exemplo, encher o pneu em qualquer posto de gasolina.

Estruturas dos Pneus

Boa parte dos pneus de bicicleta com câmara do mercado são feitos de estrutura de arame ou de kevlar.

Pneu com estrutura de arame

Os pneus de arame tem estrutura e armação de arame, isso dificulta a dobragem deste pneus.

Além de serem mais pesados, são mais difíceis de colocar e retirar da roda, tendo características contrárias aos pneus de banda kevlar.
Por outro lado, os pneus com estrutura de arame tem custo mais baixo.

Pneu com estrutura de Kevlar

Os pneus com banda de kevlar apresentam grande eficiência e benefício, uma vez que oferece diversas vantagens, além de serem muito leves, são mais práticos  quanto a montagem e desmontagem dos aros, sem que haja a necessidade de usar espátulas, o que facilita a troca.
Os pneus de kevlar são facilmente dobráveis, tornando o pneu mais maleável, garantindo mais agilidade e prontidão para o transporte e armazenamento do pneu. Uma única desvantagem dos pneus de banda kevlar é seu custo maior em relação á outros tipos de pneus.

Pneu Tubeless

O Tubeless é uma tecnologia que permite usar os pneus sem a necessidade de uma câmara de ar.
Outro ponto a ser levado em consideração é que pneus do tipo Tubeless tem um custo mais alto em relação aos pneus com câmaras, além de exigirem manutenção frequente.

TPI – Threads per Inch – Fibra do pneu

O revestimento de um pneu, é feito de uma especie de fibra que são camadas de fios sobrepostos entre si, lado a lado em camadas perpendiculares umas às outras (estas camadas são medidas como thread per inch (TPI), ou, fios por polegada).

ssa especie de tecido que se localiza na carcaça do pneu, pode possuir TPI baixo ou alto.

A informação da quantidade de TPI de um pneu normalmente é gravada em sua lateral.
Pneus com TPI alto são produtos que possuem mais fios por polegada, e portanto menos borracha em sua composição, com proporcionam maior maciez, conforto e leveza, são mais resistentes a furos e suportam maior pressão, porém por outro lado são mais finos.

Já pneus com TPI baixo são produtos mais compactos e robustos, pesados e duros comparados á um pneu de TPI alto.

Quanto menor o TPI de um pneu, mais espaço existe entre as camadas, logo mais borracha é adicionada ao pneu para preencher os espaços existentes, resultando num pneu mais pesado (e em alguns casos, menos resistente).

Tecnologias Anti-Furos

O pneu é o item da bicicleta mais vulnerável e suscetível á danos, como por exemplo, os furos.
A borracha que garante conforto e bom desempenho ao ciclista, não possui boa resistência á perfurações e cortes.
É por esta razão, que existem hoje as tecnologias anti-furos, como fitas e selantes.

Fitas Anti-Furos

As fitas anti-furos são colocadas entre a câmara de ar e o pneu com objetivo de reduzir a probabilidade de ocorrer possíveis perfurações na câmara de ar, elas funcionam como obstáculo contra objetos perfurantes.
O custo não é alto, é um recurso muito recomendado, pois é um excelente investimento para que não seja necessário ficar trocando ou remendando uma câmara perfurada.

Vale lembrar que as fitas anti furo reduzem a possibilidade da câmara furar,mas é boa pratica levar remendos autoadesivosespatulas e bomba de ar portátil para resolver problemas com furos em sua trilha ou passeio.

Selantes de pneus

Os selantes de pneus é uma especie de líquido que, como o nome diz, tem a função de selar o pneu por dentro contra pequenos vazamentos.

O objetivo do selante é bem simples: Ele é líquido espesso, denso, grudento, composto de fibras e adesivos, que se espalha com a rotação da roda, formando uma fina camada no interior do pneu.
Quando algo perfura o pneu, a reação inicial é o vazamento do ar sob pressão.
Mas com o líquido selante entre o ar e o pneu, o ar acaba empurrando o selante para o furo. O selante como é denso e grudento, ele acaba fechando o furo e impedindo o vazamento de ar.

Quando trocar os Pneus da bicicleta ?

Como falamos, o pneu da bicicleta esta sujeito a diversos tipos de danos, não  somente perfurações e cortes, mas também ao desgaste do pneu.

O ciclista deve ter atenção redobrada quanto aos pneus, pois são eles que contribuem para garantir a segurança durante a prática do esporte.

Quando o ciclista tem uso frequente da bike, é bom sempre checar o desgaste do pneu de sua bicicleta, para evitar problemas ou situação de risco durante um passeio ou trilha.
Para nos certificarmos sobre o estado do pneu, basta fazer uma analise dos gomos do pneu, verificado a altura desses gomos.

Se os gomos ainda estiverem altos, o pneu se encontra em boas condições, caso contrário, se estiverem baixos, quase no mesmo nível do pneu, demonstra que o pneu está gasto.
Neste caso, é importante precaução e cautela, visto que o pneu quando muito gasto pode ocasionar desequilíbrios, derrapagens, etc.
A melhor solução é a substituição do pneu gasto por um novo.

A prazo apropriado para que seja feita a manutenção dos pneus é de uma vez por mês para quem tem uso constante da bike.

Quando utilizada eventualmente, é recomendável que se troque uma vez a cada 3 meses.

Vale lembrar que o pneu traseiro tem maior desgaste comparado ao dianteiro, isso é porque este pneu suporta maior parte do peso do ciclista, e também por ter mais uso do freio traseiro.
Sendo assim, é indispensável que o ciclista sempre se certifique sobre o estado dos pneus, para que faça a troca e reparo, evitando possíveis riscos que um pneu gasto pode trazer.

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